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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Bullying até quando?


Ola!!! Depois de algum tempo, estou de volta... Devido a carga de trabalho tive que deixar de lado meu querido blog, mas consegui uma brecha para estar aqui novamente!

Foi o atendimento a alguns pacientes que me motivou a fazer o post de hoje. O bullying como conhecemos, existia com outros nomes: provocação, apurrinhação, intolerância e tantos outros. O fato é que sempre terá alguém mais forte e maior que você que irá tentar intimidá-lo, seja através de agressão física ou psicológica. Em ambos, os danos são devastadores.
Acredito que o bully (valentão) é alguém que reproduz um comportamento aprendido dentro de seu ambiente social, seja em casa ou no grupo de amigos, tendo como lema que quem não bate, apanha. Algumas famílias tendem a cobrar demais do filho exigindo uma criança perfeita em tudo e, portanto, criando grande ansiedade nesta, que pode ser ou não geradora de agressividade contra si ou contra os outros. E isso é tão sério, que essas pessoas começam a não aceitar alguém diferente do modelo a que estão submetidos. Daí a olhar o outro como sem valor, fraco, sem iniciativa, tímido, não merecedor de respeito...  Reagem desta maneira porque são ou foram olhados assim desde pequenos e, portanto, não apredneram de outra forma.
Os pacientes aos quais me referi e a quem tenho profundo carinho sofreram o bullyig escolar. Uma delas porque era deficiente auditiva e muda e com problema em uma das pernas. A mãe resolveu tirá-la da escola porque ela chegava cheia de hematomas nas pernas e nos braços. Por conta disso, foi saber com a professora o motivo de tantos machucados e, segundo a mãe me contou, a resposta foi que a sua filha era muito desastrada e vivia caindo. Essa menina saiu da escola por desgosto e, por que não dizer, maus tratos? Não terminou o Ensino Fundamental!
Até onde sei, aprendemos com as diferenças dos nossos semelhantes, seja porque queremos imitar algo que o outro tem e nós nã;, seja porque rejeitamos um comportamento considerado inapropriado, segundo nossas crenças. Já ouvi muita mãe dizer para o filho quando vê outra criança fazendo birra na rua: “Tá vendo aquele menino? Que coisa feia ne, tá todo mundo olhando para ele. Viu como é feio ficar chorando na rua, meu filho?” E assim, vamos formando nossas crenças...
Quem não lembra do filme Karatê Kid I, do anos de 1984, em que o Daniel Sam é brutalmente espancada por uma gang de lutadores de artes marciais porque ele era novo na cidade e mais fraco que eles? A história se repete... sempre.



Em um trecho da luta consegue-se identificar um dos agressores dizendo: "An enemy deserves no mercy" (O inimigo nao merece misericórdia). Mas que inimigo?

Quanto a outra paciente, sofre profundamente por ser magra, timida e nao conseguir se introsar com o grupo social. Também decicdiu parar de estudar ano que vem, mas ainda estou tentando convencê-la de que a atitude destrutiva do outro nao pode destruir a sua sua vida.

Nao devemos esquecer que há o bullying entre mulheres, que em minha opinião é pior do que entre homens. Quantas vezes já vimos meninas dando surras umas na outras por motivos banais? E tudo começa na escola...

 Para "vingar" as pessoas que sofrem , está no ar um programa que faz o bully "entender" o que é sofrer o bullying. Não estou defendendo a violência, até porque, gera mais agressividade e o programa nao mostra se a situação melhorou ou piorou após o bully cair no chão de tanto apanhar. Embora receba advertências do apresentador de que poderá desistir, o valentão diz que vai até o fim. Portanto, é sua escolha continuar no programa e se expor.


 Gostaria de encerrar dizendo que o bully é tão sofredor quanto àqueles que faz sofrer, pois é incapaz de expressar verbalmente sua angústia. Ao meu ver, era ele quem devia estar sentado no meu consultório e nao àqueles a quem ele agride.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mundo individualista?

Após um período de férias muito necessitadas, estou de volta... Que alegria estar na minha casa e no meu país de novo!!! Viajar é bom, mas o retorno às atividades é igualmente prazeroso, assim como poder sentir-se útil ao desempenhar um trabalho!

Durante esse período, assisti a uma cena que, no começo me deixou confusa, depois preocupada e mais tarde angustiada. Na Piazza Navona, em Roma, uma menina tentava gritar por sua mãe, ou, pelos menos, era o som que aparentava e desesperada, rondava por todos os cantos. No início, pensei que era alguém com algum transtorno psiquiátrico, pois a confusa marcha e a falta de planejamento racional na busca eram visíveis.

O som (ou tentativa dele) pronunciado era "ma-ma/ ma-ma" levando a várias interpretações: ou a menina procurava por sua mãe e era surda e, portanto, limitada na fala,ou poderia estar procurando a filha que se perdeu dela. O interessante é que, em ambas as hipóteses, apesar das centenas de pessoas que se encontravam naquela praça, numa tarde quentíssima de verão, ninguém a ajudou. As pessoas ficaram olhando a cena e comentava entre si o "tal desatino" da menina.

Foi então, que um senhor, que estava com sua família, resolveu ajudá-la e o resto é história.

Contei esse fato para que pudéssemos pensar por que, em dadas situações da vida, somos mais espectadores do que atores. O que faz com que nosso cérebro aja de maneira diferente tentando resolver um problema enquanto que outro sujeito não tenta nem pensar sobre...

Google Images
Não sou cientista, e não tenho como provar com dados psicométricos, mas acredito que uma boa parte de nós é atraído pelo bizarro e quando digo isso, levo ao nível da curiosidade. Muitos sabem o que devem fazer, mas esperam que o outro faça e, assim, ninguém realiza nada. 

Não estou exagerando e cito um exemplo: acidente de transito e engarrafamento, o que têm em comum? A curiosidade! Se você não é médico, paramédico, enfermeiro ou parente da vítima, está fazendo o quê, parado na pista olhando? " Será que alguém morreu?" E tem gente que desce do carro e procura pela cena mais horrorosa e depois volta contando, com verbos exagerados e metáforas nada favoráveis...

Mais uma vez, volto à menina do começo da história. O bizarro, ainda que seja denominado como curiosidade para que se atenua sua expressão, fez com que dentre centenas de pessoas, apenas uma a ajudasse. Talvez, o mundo esteja tão individualista, que estamos mais preocupados com os nossos do que com o próximo, não sei, ou, seja reflexo também, de uma mente atrofiada.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Neurônios-espelho: O que são?

Os neurônios-espelho foram descobertos por acaso pela equipe do neurocientista Giacomo Rizzolatti, da Universidade de Parma, na Itália. O grupo colocou eletrodos na cabeça de um macaco, um aparato que permitia acompanhar a atividade dos neurônios na região do cérebro responsável pelos movimentos através de um monitor. Cada vez que o macaco cumpria uma tarefa, como apanhar uva-passas com os dedos, neurônios no córtex pré-motor, nos lobos frontais, disparavam. Quando um aluno entrou no laboratório e levou um sorvete à boca, o monitor apitou – foi uma surpresa para os cientistas, porque o macaco estava imóvel. O mais intrigante é que sempre que o macaco assistia o experimentador ou outro macaco repetir essa cena com outros alimentos os neurônios disparavam.


Google Images
Mais tarde, exames de neuroimagem mostraram que nós temos neurônios- espelho muito mais sofisticados e flexíveis que os dos macacos. “Nosso conhecimento do motor e a nossa capacidade de ‘espelhamento’ nos permitem compartilhar uma esfera comum de ação com os outros, dentro do qual cada ato motor ou cadeia de atos motores, sejam eles nossos ou dos demais, são imediatamente detectados e intencionalmente compreendidos antes e independentemente de qualquer mentalização”, observa Rizzolati.

A equipe do neurocientista Giovanni Buccino, da Universidade de Parma, usou ressonância magnética funcional para medir a atividade cerebral de voluntários enquanto eles assistiam a um vídeo que mostrava sequências de movimentos de boca, mãos e pés. Dependendo da parte do corpo que aparecia na tela, o córtex motor dos observadores se ativava com maior intensidade na região que correspondia à parte do corpo em questão, ainda que eles se mantivessem absolutamente imóveis. Ou seja, o cérebro associa a visão de movimentos alheios ao planejamento de seus próprios movimentos.

Outras experiências mostram que os neurônios-espelho dos macacos ainda são ativados diante de um estímulo indireto, que é associado a uma tarefa. Por exemplo, o som de uma casca de amendoim se quebrando. Isso se deve a neurônios-espelho, audiovisuais que seriam importantes na comunicação gestual desses animais. Nos seres humanos isso também é possível: os neurônios são ativados quando a pessoa imita, complementa uma ação ou quando apenas imagina ela própria realizando essas mesmas ações.

“Os neurônios-espelho mudaram o modo como vemos o cérebro e a nós mesmos, e têm sido considerado um dos achados mais importantes sobre a evolução do cérebro humano”, diz o neurocientista Sérgio de Machado, pesquisador e pós-doutorando do Laboratório de Pânico da UFRJ. “Se a tarefa exige compreensão da ação observada, então as áreas motoras que codificam a ação são ativadas. Isso indica que há uma conexão no sistema nervoso entre percepção e ação, e que a percepção seria uma simulação interna da ação”, completa.

Particularidades dos neurônios-espelho


O pesquisador Giovanni Buccino destacou algumas particularidades do seu estudo com os neurônios-espelho:
• Os neurônios só são ativados quando o experimentador interage com um objeto (como uma mão pegando uma banana).
• Os neurônios não são ativados quando a ação observada for simplesmente imitada, isto é, executada sem a presença do objeto.
• Os neurônios não são ativados durante mera apresentação de objetos.
• Nossa sobrevivência depende do entendimento das ações, intenções e emoções das outras pessoas.
• Experimentos com tomografia por emissão de pósitron mostraram que as áreas ativadas durante a observação de um sujeito pegando um objeto foram:
- sulco temporal superior
- lobo parietal inferior
- giro frontal inferior
(todos no hemisfério esquerdo)
• Metáforas
Os neurologistas Paul McGeoch, David Brang e Vilayanur Ramachandran, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostraram que é graças aos neurônios-espelho que somos capazes de interpretar metáforas.

* Matéria escrita por Roberta Medeiros, retirada do site www.portalcienciaevida.com.br


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ganho de peso associado a personalidade

Essa é uma matéria retirada da ABESO, como achei interessante e útil, gostaria de compartilhar.



Imagens Google
Disponibilidade para novas experiências, sensibilidade aos sentimentos dos outros, extroversão, capacidade de concordar e discordar e níveis de preocupação. Essas características foram consideradas em um estudo sobre obesidade, realizado durante cinco décadas, nos Estados Unidos.

Um grupo de pesquisadores do Estado de Baltimore mediu o Índice de Massa Corporal (IMC) de 1.998 pessoas e cruzou os dados com avaliações psicológicas.
Depois de mais de 15 mil checagens e medidas, no período de 50 anos, a conclusão foi a de que o temperamento tem fortes conexões com as chances de desenvolver a obesidade ao longo da vida.
Segundo a pesquisadora Angelina Sutin, do Instituto Nacional do Envelhecimento, dos EUA, coordenadora do trabalho, constatou-se existir uma diversidade de traços de personalidade, relacionada ao ganho de peso. Além disso, cada uma desses traços contribui para isso de maneira diferente.
Com rigor científico, a pesquisa demonstrou que características como impulsividade, generosidade, perfeccionismo, tristeza, medo, culpa, raiva e vergonha predispõem os indivíduos ao ganho de peso. Angelina Sutin é categórica em afirmar que tais características permitem predizer que a pessoa se tornará obesa com o passar do tempo.
Além disso, o trabalho de Baltimore mostrou que desempenhar muitas tarefas ao mesmo tempo, especialmente quando se está sentado à mesa para uma refeição, e a dificuldade em dormir, também sugerem um maior consumo de calorias.
No entanto, o que mais chamou a atenção no estudo foi o fato de pessoas extrovertidas, amigáveis e disponíveis para situações inusitadas terem mais tendência a engordar.
Em razão dessa pesquisa, outros centros de estudo começaram a focar no entendimento mais profundo das origens da obesidade em relação à personalidade das pessoas.
Em outra pesquisa de cientistas da Case Western Reserve University (EUA), foi observado que pessoas que estão sempre dispostas a agradar outras comem mais em ocasiões sociais.
De acordo com a autora desse estudo, a psicóloga Julie Exline, essas pessoas sentem ainda mais pressão para comer quando consideram que isso irá ajudar outras a se sentirem melhor. O estudo de Julie foi publicado na última edição do Journal of Social and Clinical Psychology.
Outro trabalho ainda, comandado pelo cientista Robert Cloninger, da Escola de Medicina da Universidade de Washington (EUA), revelou que indivíduos mais afeitos à busca de experiências novas e sensações agradáveis também ingerem mais alimentos.
Para Cloninger, as causas da obesidade parecem ser bastante semelhantes aos motivos que levam ao alcoolismo e à dependência de substâncias psicoativas.
 
Fonte:
www.abeso.org.br

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Nosso sistema de recompensas

www.youtube.com.br


Por que é tão difícil esperar para conseguir o que queremos? Como raciocinamos para obter algo especial no agora?

As respostas não são nada fáceis ... Mas, podemos conjecturar que adiar a recompensa é algo muito complicado. No vídeo vemos que a orientadora explica que se a criança esperar por um tempo poderá ganhar mais um marshmallow, ficando com o total de dois. Portanto, se a criança adia a recompensa imediata, tem um ganho futuro melhor. O problema é: como avaliamos quanto isso nos custará a longo prazo e a curto prazo.

Outro exemplo simples é quando resolvemos investir nosso dinheiro. A dúvida que surge é: qual aplicação é mais rentável? Poupança ou fundo de renda fixa? As duas têm vantagens e desvantagens, mas precisamos pensar em quanto tempo queremos esse dinheiro de volta. Cientistas procuraram entender, através de um scanner cerebral, qual sistema se importava com a recompensa imediata e qual racionalizava sobre o período mais longo. E eles descobriram que as áreas cerebrais emocionalmente ativadas pela escolha da recompensa imediata estava associada ao comportamento impulsivo. Enquanto que, aqueles que optaram por uma recompensa tardia, com retorno mais alto, “ativaram as áreas laterais do córtex envolvidas na cognição superior e na deliberação. E quanto mais alta atividade nessas áreas laterais, mais o participante se dispunha  a adiar a recompensa”. (Eagleman, p.128)

Como no vídeo, vemos exemplos de crianças que pensam sem hesitar no aqui-agora, pois não vislumbram, em parte pela idade, no que vem depois. Podemos nos referir aqui, às pessoas que iniciam uma dieta e não conseguem seguir adiante. Sempre sucumbem relatando que resistir à tentação é muito difícil e se culpam por isso. Sabem que não devem comer, mas não conseguem resistir. Essas pessoas se deixam levar pela recompensa imediata, porque é muito difícil mesmo! Há outros mecanismos envolvidos no processo um pouco mais complicado e não vamos entrar no mérito da questão.

Quando alguém resiste à tentação, queremos saber como a pessoa conseguiu tal façanha e logo tentamos imitar suas estratégias, no entanto, funcionamos de maneira heterogênea. Isso significa que devemos descobrir como nós funcionamos para depois adotarmos um plano e, consequentemente, uma estratégia para resistir à tentação.

Salientamos que desejo/moralidade/consciência estão dentro de nós nos pressionando a cada decisão e, portanto, não há um botão que podemos ligar e desligar quando queremos. É preciso ponderar para acertar, ou, errar menos.

Referência Bibliográfica:

EAGLEMAN, David. Incógnito: as vidas secretas do cérebro. Rio de janeiro: Rocco, 2012.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Videogame promove envelhecimento mais saudável, diz pesquisa


Experiência estimula inteligência, é fonte de exercício e diversão. Hábito muda rotina e cria desafios na vida do idoso.


Imagens Google

O vídeogame vem se mostrando uma ferramenta valiosa para promover um envelhecimento mais sadio. Isso porque o hábito fornece estimulação cognitiva, é fonte de interação social, de exercício e de diversão.
Com isso, os idosos conseguem preencher mais suas vidas e serem mais independentes, de acordo com dois artigos publicados nesta terça-feira (24) na revista bimestral “Games for Health Journal”.
"Os idosos muitas vezes abandonam suas atividades ao longo da vida em troca de uma segurança e de um padrão imposto de velhice. (...) Mas os videogames oferecerem uma fuga da rotina. Todos estes benefícios podem melhorar o bem-estar de adultos idosos", afirma Bill Ferguson, o autor de um dos estudos.
As pesquisas ainda identificaram outros fatores que motivam o interesse dos idosos pelo jogo, além do aspecto social da experiência: o desafio que ela apresenta, a combinação de atividade cognitiva e física, e da possibilidade de obter capacidades específicas, como ganhar o jogo, por exemplo.
“Videogames oferecem uma boa alternativa às formas tradicionais de exercícios aeróbicos”, de acordo com a pesquisa, realizada em conjunto com a Universidade de Colônia, na Alemanha.
Depois de analisar idosos que passaram a jogar videogame com regularidade, a pesquisa concluiu que os jogos digitais foram importantes na mudança de comportamento, e os motivaram a cuidarem mais de si.

Retirado de www.g1.com.br/ciencia-e-saude

sábado, 17 de março de 2012

Eternamente Jovem

Imagens Google

Essa semana me deparei com algo muito inusitado, pelo menos para mim, sobre a busca da juventude eterna sem rugas na pele. A matéria de uma revista ressaltava a revolução do novo “botox”: veneno de cobra e abelha para a suavização das rugas através de um método não invasivo.


 Fiquei imaginando, o que levaria um ser humano de 80 anos ter cara de 20... Acredito, que além da falta de aceitação do tempo que passa para si e para todos, algumas pessoas acreditam na possibilidade de “envelhecerem novos”. O que isso significa? Ter a mesma cara, a mesma disposição física, o mesmo entusiasmo quando adolescente numa idade avançada. Não estou dizendo que seja impossível, mas isso, vem de dentro para fora e não ao contrário. 

Os benefícios de uma boa alimentação, prática de exercícios físicos, amizades, amores e trabalho, constituem uma gama de interações que só trazem benefício à mente e ao corpo. É claro que eu também gostaria de envelhecer e não ter rugas e nem cabelo branco, mas por que isso nos incomoda tanto? Tememos ser esquecidos pela sociedade e pelo mercado de trabalho se deixarmos nos levar pela aparência...

Sofremos um problema que não é exclusivo do Brasil: o ageism, termo criado por Robert Butler, que é a discriminação de indivíduos e grupos devido à idade. Temos a tendência em acreditar que o idoso não serve mais para nada e que não sabe mais nada. As rugas são parte intrínseca de sua idade, na qual queremos até chegar um dia, mas sem as marcas do tempo no corpo. Lembro-me, que meu pai, perguntou ao médico se era possível não ficar velho. A resposta, que eu já sabia, foi: “VocÊ pode morrer antes de ficar velho”.

Imagens Google
 Lógico. Mas reclamamos mesmo assim quando alguém, na flor da juventude, parte de maneira inusitada e falamos: “ Nossa, era tão novo. Tinha tanta coisa pela frente...” Difícil entender o que desejamos, não é? Não é fácil elaborar esse processo do envelhecer, perdemos muitas coisas no meio do caminho, mas fazem parte de todo ser humano.     

Desejo que possamos apreciar o envelhicmento de forma saudável sem a loucura de buscar tratamentos “estica-e-puxa” e outros “venenos” para apagar a sabedoria que adquirimos exposta como marcas do tempo. Se pensarmos que daqui uns 30 anos seremos idosos, como iremos nos comportar? Por isso, envelhecer é uma conquista(Madrid,2002).

domingo, 4 de março de 2012

A importância da relação mãe-bebê

Pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio (EUA),descobriram que crianças cujo relacionamento com a mãe é problemático são pelo menos duas vezes mais propensas a serem obesas quando crescem. Quase mil voluntários participaram do estudo  que foram avaliados ainda bebês e de novo aos 15 anos. Entre os que eram bem próximos da mãe, 13% estavam acima do peso na adolescência. Já entre os que não mantinham um laço emocional forte com ela, 26% apresentavam sinais de obesidade. A hipótese mais provável dos pesquisadores é a de que as crianças comam mais e engordem ao substituir o amor da mãe por sorvete, pizza, bolo de chocolate ...

Acredito que a conclusão da pesquisa, embora tenha acompanhado por quinze anos essas crianças, foi simplória, pois poderíamos agregar outros fatores intervenientes que corroboram para o seu desfecho. Já sabemos exaustivamente que a obesidade é multifatorial e por isso, depende de elementos para seu desenvolvimento. Embora não seja participante da psicanálise, acho belíssimo o trabalho de Donald Winnicott, pediatra e psicanalista, que aborda tão brilhantemente essa relação tão importante em nossas vidas. E é sobre isso que pretendo escrever correlacionando com a pesquisa.

Winnicott nos fala que no relacionamento entre a mãe e seu bebê “é necessário disitinguir aquilo que pertence à mãe daquilo que já começa a desenvolver-se na criança.” Ou seja, nessa relação cada um tem características próprias que devem ser respeitadas, do contrário, pode vir a transformar-se numa simbiose.Ele também escreve que a mãe suficientemente boa é aquela que apóia o ego da criança em todos os aspectos, reforçando-o desde cedo a desenvolver padrões pessoais marcados por tendências hereditárias.

blogdobebe.com

Quando esse apoio não existe, ou é fraco, ou intermitente, esses bebês têm problemas de desenvolvimento pessoal com colapsos ambientais. Quando são bem cuidados, os bebês, rapidamente se establecem como pessoas, sendo diferentes entre os outros.  Ao passo que, àqueles que recebem apoio egóico inadequado ou patológico, tendem a apresentar comportamentos semelhantes (inquietude, estranhamento, apatia, inibição).

Quantas vezes vemos bebês irritadiços por qualquer motivo e outros tão participativos e alegres estando ambos no mesmo ambiente? È lógico que não podemos afirmar veementemente,sem conhecer cada situação, que são frutos de mães com apoio egóico diferentes, mas já imaginamos que sim ao continuarmos obeservando as cenas que se desenrolam.

Não é fácil analisar o comportamento humano. Concluir, que o excesso de peso foi fruto da relação mãe-bebê, como a referida pesquisa o fez, é um reducionismo. Podemos perguntar:  Essa relação era proveniente de abusos verbais, sexuais ou algum depreciamento? Ou, será que essa mãe era excessivamente amorosa? Ou ainda, será que era excessivamente cuidadosa? O quanto essas ações foram prejudiciais nessa análise durante os quinze anos?

Talvez, no afã de querer associar o tipo de relação que temos da infância  a adolescência com nossas mães, o pesquisador tenha esquecido de mencionar que a obesidade também pode se desenvolver devido a outros transtornos psiquiátricos.

Seja como for, as mãe estarão sempre no centro das discussões quando o assunto é sobre o comportamento de seus filhos. E  Winnicott  já sabia disso quando ressaltou que “o crescimento não é só flores para a criança; para a mãe é muitas vezes um caminho pontilhado de espinhos” (p.57)

Fonte:

Revista Super Interessante. Edição 302, Março/2012 (Pesquisa)
WINNICOTT, Donald W. A família e o desenvolvimento individual. Martins Fontes, São Paulo, 2005. 



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A loucura na sociedade


O post de hoje tem a ver com a loucura. Viajando pela serra, parei e fotografei o muro desta clinica, que fica em Nova Friburgo e abriga alguns doentes mentais.
Isto me lembrou o livro de Machado de Assis, O Alienista, que trata justamente da loucura na sociedade.
Arquivo pessoal

O livro fala da fronteira entre razão e loucura, enfocando a questão do poder para lidar com isso. O médico da corte, Dr. Simão Bacamarte ( o alienista), ao chegar a Itaguaí, sua terra natal, torna-se obcecado em estudar a loucura. Elabora teorias e resolve separar os loucos dos sãos fundando a Casa Verde, o manicômio da cidade.

E assim, resolve encarcerar todas àqueles que, de acordo com sua teoria, apresentava algum desvio no comportamento. Foram internados os excessivamente vaidosos,  indecisos, emprestadores de dinheiro ...Com o tempo, o manicômio ficou tão cheio, que o restante da população que não estava internada, resolveu fazer uma rebelião.

Para encurtar a história, pois aqui não há tempo hábil para narrar esse belíssimo livro, Dr. Simão Bacamarte concluiu que ter algum desequilíbrio nas pessoas era normal. Os ditos “loucos” foram soltos  e ele resolveu se internar na Casa Verde. A partir daí, começa uma série de estudos e conclui que ele era o verdadeiro louco, pois dentro de uma sociedade na qual a loucura era tratada como normal, quem era são, deveria ser internado. E foi isso que o médico fez, sendo único interno de todo manicômio.

Não quero dizer com o exemplo do livro, que temos que soltar ou não procurar ajuda para aqueles que apresentam um desequilíbrio mental. Ao contrário, o importante é entender a loucura dentro de um contexto e tentar assimilar o que ela diz para o suposto louco. Surpreendo-me, algumas vezes, com a pergunta de pessoas diante de um comportamento: “Kelvya, isso é normal?” Mas o que é normal? Será que tudo deve ser patologisado?

Acredito que devemos tratar com respeito nossos “loucos”  se assim forem, mas não porque têm um comportamento diferenciado que afeta somente a ele. Tem pessoas que quando passam na frente de igreja, fazem o sinal da cruz, para mim não significa nada, mas para outros, é um símbolo de respeito/proteção. Quem é estranho? Eu ou o outro? Depende com quais olhos a gente vê... Outro exemplo: falar sozinho. Muita gente fala para si sobre as coisas que tem que fazer em voz alta com se fosse um lembrete mental das tarefas. Outros, porque são doentes mentais mesmo. Mas como saber, com certeza inequívoca, à primeira vista, quais dos dois é o doente?

Diante disso, só posso concluir este post usando a frase de Machado de Assis: "O mal não parece estar no racional ou no normal mas no humano..."

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

As atuações da Neuropsicologia


Neste post vou falar um pouco sobre o trabalho do Neuropsicólogo e quais as áreas em que este profissional atua.

A Neuropsicologia surgiu da interface entre neurologia e a psicologia, fazendo, assim, uma relação entre comportamento e lesões cerebrais. Descobriu-se que qualquer disfunção em um de nossos lobos poderia alterar nosso comportamento, e isso ficou bastante evidente durante o final do século XIX e início do século XX, quando foram estudados soldados feridos na guerra.

Nessa época, observou-se que àqueles que tinham lesões cerebrais manifestavam alterações de comportamentos, como déficit de memória, raciocínio e linguagem.

Vou tentar explicar de forma simples e resumida as funções de cada parte do cérebro e o que ocorre quando uma dessas áreas apresenta alguma lesão adquirida ou congênita.


 O Lobo Frontal é a maior parte de toda a estrutura cerebral e por isso é conhecido por sua  alta função cognitiva. Envolve a atenção, pensamento, movimentos voluntários, tomada de decisão e linguagem.
 Algumas problemáticas nesta área podem acarretar  TDAH, esquizofrenia e transtorno de humor bipolar.

O Lobo Occiptal é a área primária visual do cérebro, é por onde enxergamos. Quando o Oftalmologista faz exame de fundo de olho, consegue ver não só se há algum problema com nossa visão (pressão intraocular), como também em nosso lobo.
Problemas nesta área podem causar cegueira, inabilidade para ver cores, movimentos e alucinações.

Lobo Parietal é responsável pela noção de espaço no qual estamos inseridos. Permite coordenar nossos movimentos de acordo com os objetos no ambiente. Essa noção vai mudando todas as vezes que saímos de um lugar para outro, interagindo com o ambiente para  o qual estamos indo. 
Problemas associados: Inabilidade de localizar e reconhecer objetos ou eventos ou partes do corpo(heminegligência), desorientação e falta de coordenação.

Lobo Temporal contém uma variedade de funções, como: percepção, reconhecimento de faces e objetos, memória de aquisição, significado da linguagem e reações emocionais. Lesão nesse lobo causa as agnosias, que tem relação em não reconhecer categorias específicas, como partes do corpo, objeto, faces, musica e cheiros.
 Problemas associados: Dificuldade  em entender o que está sendo falado (área de Wernick), reconhecer faces (prosopagnosia) e objetos (agnosia), perda de memória de curta e longa duração, crescimento/diminuição no interesse do comportamento sexual e agressão.

O Papel do Neuropsicólogo

Nosso papel é o de auxiliar o paciente, não só reconhecendo as fraquezas, mas também as funções preservadas, reabilitando-o para uma condição de vida mais saudável. Trabalhamos em hospitais (avaliações pré e pós-cirúrgicas), instituições multidisciplinares, em consultórios particulares (avaliações, reabilitação e pesquisa), com a família do paciente afetado, com médicos(psiquiatras, neurologistas), no sistema judiciário (avaliação e perícia)e em pesquisa acadêmica.

Alguns pacientes vêm encaminhados pelos médicos ou pelas clínicas, mas nada impede que a pessoa procure o Neuropsicólogo sem nenhum encaminhamento. Às vezes, um esquecimento que incomoda a vida de uma pessoa, um comportamento mal adaptado ou impulsivo, podem ser motivos suficientes para buscar investigar o motivo.

O importante é lembrar: se você acha que algo está alterado e que está lhe trazendo prejuízo, procure ajuda!!



Referência Bibliográfica:

Dolan DNA learning Center at Cold Sprng
Harbor laboratory





terça-feira, 16 de agosto de 2011

A OBESIDADE É TRANSMISSÍVEL?


Sabe-se que “os transtornos adictos são essencialmente problemas motivacionais” (Oliveira apud Heather, 1982) e pensando assim, pode-se entender porque os obesos não realizam as dietas prescritas; pacientes cardíacos não deixam de fumar; o alcoolista não para de beber, creditando à motivação a força propulsora que move os indivíduos a um objetivo.

Então é a motivação que move o sujeito para a tomada de decisão? Sim, cada um com seus desafios e barreiras a serem derrubadas.
Vamos ver o caso da obesidade. Sabe-se que esta já é considerada epidemia global preocupando ministério da saúde e governo de uma forma geral.  Mas o interessante é notar que nas populações de baixa renda a obesidade cresce mais e isso ocorre por dois fatores:
1)      Os alimentos que mais engordam são os mais baratos e mais práticos (como congelados, por exemplo);
2)      A falta de tempo da população para cozinhar de maneira saudável, o ritmo agitado de trabalho e a presença de sedentarismo estão presentes neste grupo. Não esquecendo de mencionar fatores como a falta de dinheiro e em alguns casos, a impossibilidade de caminhar pelas ruas devido a  vizinhança violenta.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é classificada como “doença crônica não transmissível”. Mas, será? Há um estudo que acompanhou durante 25 anos famílias de brasileiros que vivem no subúrbio de Boston, EUA. Essa pesquisa analisou milhares de pessoas incluindo marido, irmãos, filhos e o melhor amigo, sobre o tipo de relação que era desenvolvida entre eles. Após esse período, foi avaliado o que fazia com que aumentasse o risco de se desenvolver a obesidade. A conclusão foi a seguinte:
1)      Se tivesse um vizinho obeso, isso não implicava em nada;
2)      Se tivesse um marido obeso, aumentava um pouco o risco de a outra pessoa tornar-se obesa também;
3)      Mas, se esta pessoa tivesse o melhor amigo obeso, ela poderia se tornar igualmente obesa, ou seja, suas chances eram maiores do que nos casos anteriores.


cafecomnoticia.com.br



Isso ocorre, segundo a pesquisa, porque somos capazes de transmitir a outros nossos hábitos de alimentação e de vida sedentária. Se seu melhor amigo não faz nenhuma atividade e prefere ficar assistindo TV, fatalmente você irá fazê-lo companhia.  Com o tempo, estará assumindo seus mesmos hábitos. Através dessa pesquisa, conseguiu-se provar que os amigos têm  mais influência sobre a vida do outro do que a própria família. E que, portanto, a obesidade poderia ser considerada transmissível, não por bactérias ou vírus, mas através do estilo de vida.
Algo a se pensar não é? Será que somos capazes de introjetar hábitos alheios a nossa vida sem nos darmos conta?
Acredito que depende de muitas coisas e sendo a obesidade multifatorial, não se pode afirmar categoricamente que por um motivo ou outro se desenvolvera numa dada família.
Mas a questão da motivação entra onde? Bom, deveria servir para que se pudesse pensar nisso de forma crítica e mudar os hábitos alimentares. A simples tarefa de se movimentar deveria ser considerada por todos como algo saudável. Pelo simples pensamento de melhorar sua saúde e baixar o colesterol ruim do sangue.
Não é necessário querer ser igual a artistas da TV e se motivar a partir daí, pois provavelmente, você não conseguirá. Basta pensar no quanto seria benéfico para seu corpo, sua família, sua vida ou sua autoestima.
Deixo aqui o recado de que “mudar é preciso, caminhar é preciso”.

Beijos




domingo, 7 de agosto de 2011

Por que comemos Parte II

         Pesquisando para meu projeto com obesidade durante esta semana, encontrei vários dados interessantes e alarmantes revelados em pesquisas.

         Por exemplo, alguém sabia que em dez anos, de 1999 a 2009, número de cirurgias para a obesidade mórbida cresceu 500% no país? O que isso nos diz: que comemos muito ou que nos exercitamos pouco? Esse boom durante esta década mostra o quanto estamos mal conosco e sem preparo para a tecnologia que nos assola cada vez mais rápida com deliveries.

            Falar de obesidade não é algo novo, pois a temática sempre foi alvo das atenções, seja de forma negativa ou positiva.  Se no mundo pré-industrial a opulência do corpo foi considerada ideal, hoje não é o que se vê.

            O médico Wilhelm Ebstein (1836-1912) classificava nessa época a obesidade como polisarcia adiposa de acordo com as reações sociais das pessoas com excesso de peso. Ele as classificava em três categorias:
Dos invejados;
Dos ridicularizados;
Dos coitados.

            Nos dias de hoje, o que se vê comumente é a zombaria e até certa pena por alguns nesta situação, mas certamente não mais motivo de inveja.

            O preconceito parte de todas as classes socioeconômicas com as mais variadas idéias acerca do obeso, que vai desde preguiçoso e sujo até menos inteligente e menos comprometido com as tarefas.

            Em uma pesquisa realizada com pessoas que trabalham na área de saúde, entre elas, médicos, enfermeiros, nutricionistas e estudantes de medicina foi constatado os prejulgamentos e discriminações em relação aos obesos. Muitos enfermeiros gostariam, por exemplo, de não tratar pessoas obesas, mostrando repulsa e preferindo não tocá-las.

            Em outra pesquisa realizada com médicos americanos foi pedido que listassem uma categoria de pacientes que ele tivessem sentimentos negativos em tratar. O ranking foi:
  Dependentes de drogas
2º Alcoolismo
3º Doenças mentais
4º Obesidade
Por que?

            Acredito que encontramos a resposta para a informação fornecida no começo do texto sobre o aumento da cirurgia bariátrica. Ninguém deseja ser desprezado pelo outro, muito menos por uma sociedade que valoriza o belo e o perfeito. Sabendo o obeso que não se enquadra nos “padrões exigidos”, tenta fazer o seu melhor para se encaixar nesse mundo perverso.

            No entanto, a comida é como se fosse uma figura de fundo para algo muito maior escondido ou esquecido na psique do sujeito. Tratar a obesidade não é algo fácil, deve ser considerado o que motiva o sujeito a comer e quais são as emoções envolvidas nesse processo. Nutrir os sentimentos com a comida traz satisfação no primeiro momento e depois culpa e sensação de perda de controle, por ter cedido àquela emoção.

            Podemos entender porque tantas pessoas recorrem a cirurgia bariátrica como forma de melhorar a vida. Mas, necessário lembrar que, essa intervenção não deve ser vista como tratamento para emagrecimento. Pelo contrário, traz complicações sérias no pós-cirurgico em termos psicológicos e biológicos. A preparação e a conscientização desse processo deve ser construído passo a passo com uma equipe multidisciplinar. O estar magro e o ser magro são estruturas lingüísticas e psicológicas totalmente diferentes que devem estar muito claras para o obeso. Sem mencionar a necessidade de acompanhamento psicológico durante longo período.

            Quando as necessidades fisiológicas básicas retratadas por Maslow se sobrepõem às outras igualmente importantes, devemos procurar entender o motivo que nos levou a consumir mais alimento do que gastar energia. Escamotear emoções e jogá-las contra nós mesmos não alivia a raiva que se sente quando é discriminado ou quando não alcançamos um objetivo. Fazemos o mal a nós mesmos e somos o sujeito dessas ações.
           
Referencia bibliográfica:

BOSELLO, Ottavio; CUZZOLARO, Massimo. Obesidade e Excesso de peso: entre a doença e o problema estético. São Paulo:Paulinas, 2010

Revista Psique. Ano VI, numero 67, pp.39-47, 2011.