sábado, 9 de julho de 2011

QUAL A SUA NECESSIDADE?

Continuando sobre o assunto ....





          Conhecida também como a pirâmide das necessidades, a mesma  propõe uma teoria sobre a motivação humana. Abraham Maslow, desenvolvedor dessa teoria, acreditava na diferenciação entre as necessidades básicas e meta necessidades. Destrinchando a pirâmide pode-se considerar:

  • Sua base são as necessidades fisiológicas ( alimentação, respiração, homeostase, sexo) são inerentes ao ser humano e das quais não se pode “fugir”;
  • A segunda escala diz respeito à segurança do bem estar pessoal e da família  (emprego, saúde, recursos financeiros) para se manter;
  • A terceira etapa mostra a necessidade de relacionamento com o outro, ou seja, a família, a amizade, a intimidade sexual;
  • A quarta é evidenciada pela auto-estima, confiança, conquista;
  • E a última necessidade, o topo da pirâmide, estão a criatividade, espontaneidade, resolução de problemas, são as realizações do sujeito.

          È claro que ninguém para e pensa nisso quando está diante de um desafio ou problema, mas a forma como enfrentamos as dificuldades está diretamente relacionada com as nossas necessidades.

          Maslow dizia que as necessidades básicas surgem de deficiências, enquanto que as meta-necessidades do crescimento. Lógico, não é? Quanto mais rudimentares somos, mais concretos seremos, aceitar o básico para uns é muito, enquanto que para outros é impensável. Note-se que todos têm a mesma base, pois sem o essencial ninguém progride, mas o nível que cada um quer atingir e sentir-se satisfeito é pessoal e intransferível.

         Assim como no post anterior em que perguntei por que comemos, seria óbvio responder novamente porque temos fome. Sim, fome de comida, de água, de sexo, de manter o corpo em equilíbrio (homeostase) e faremos de tudo para mantê-lo assim. No entanto, este estado não é eterno e logo surge outra necessidade a ser satisfeita, o que é normal na vida de todo ser humano. Sempre se busca alcançar o mais alto nível de bem estar, seja qual for a maneira que cada um acredita ser a melhor.


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Comprar de forma compulsiva pode ser uma forma de “abafar” outra necessidade não satisfeita de forma adequada.



                    Lembre-se que quando uma necessidade é mantida por tempo prolongado e dalí não quer sair, ainda que de forma inconsciente, isso traz prejuízos para a vida e para a psiquê. Imagine o sujeito que tem ânsia sobre o poder e faz de tudo para não perdê-lo? Matar e roubar não seriam empecilhos. Note que isso remete ao alto da pirâmide, considerado como auto-realização, necessitando da função cognitiva superior para alcançar este estado. E o pior, é que muitas vezes admiramos o outro por aquilo que ele possui e não pelo que é; acreditamos e falamos que “fulano não vai preso porque tem dinheiro e, portanto, bons advogados e a lei não o alcança”.  Quando pensamos assim, estamos na mesma sintonia deste sujeito, porque no fundo, se tivéssemos a mesma oportunidade e as mesmas condições, faríamos da mesma forma.



Embora a auto-realização esteja presente  no desejo de algumas pessoas, a forma como esta é alcançada é que deve ser cuidadosa para não ferir as outras necessidades e nem desconsiderá-las. Todas estão presentes em nós. Enquanto seres pensantes devemos ser vigilantes para que uma não se sobreponha a outra nos tornando alienados, angustiados, apáticos ou cínicos.

Referência Bibliográfica: 

HALL, Calvin S.; LINDZEY, Gardner. Teorias da Personalidade. Ed. EPU, 18ª edição revisada, vol. 2.   







            

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Por que comemos?


Antes de mais nada, devo responder a pergunta: comemos porque temos fome, certo?
Mais ou menos.... Bom, comer é o ato que nos faz lembrar da família, pelo menos há um um século era assim, nos lembra a um ritual em que todos estão reunidos ali em prol de algo comum. È o momento da conversa, de saber como foi na escola do filho, de contar como conseguiu superar uma situação difícil no trabalho....

E por isso, mesmo sem fome, comemos para participar desse "acontecimento". Estarmos com o outro, termos a companhia  de quem gostamos é algo prazeroso.

Lembramos que antigamente, creio que uns 30 anos atrás ou menos, o bonito era ser "gordinho", a criança para ser considerada saudável devia ser assim. Lembro-me disso, porque eu era muito magrinha e minha avó mineira chamava atenção de minha mãe por eu parecer doente, com os braços magrinhos e pontudos. Mas eu não era doente, eu era saudável e acima de tudo, muito ativa em minhas brincadeiras.

Coletando dados para minha pesquisa sobre a obesidade no Brasil, descobri a Mulher de Willendorf.  É uma pequena estátua que remonta ao período Paleolítico Superior, descoberta em uma vasta região que vai da Sibéria à França e compreende também a Itália. A figura representa uma mulher obesa, nua, com seios grandes, abdome, coxas e glúteos muito opulentos, a vulva inchada e pronunciada. Naquele tempo, ser obeso era um privilegio raríssimo, por isso, pode-se entender a figura da Mulher de Willendorf como deusa-mãe, símbolo da fertilidade, com culto à obesidade feminina entendida como garantia de fecundidade.




E aí, podemos entender um pouco mais porque é tão difícil para nosso corpo aceitar comer pouco em vista de um ideal de beleza. O que se vê hoje é o horror ao corpo opulento e um culto exagerado a magreza. 
Ser magro tornou-se distinção social e portanto, algo tão almejado. Ser magro representa poder comprar roupas "onde todo mundo compra"; escolher uma blusa no tamanho disponível da loja e não no seu... e aí, a felicidade... de estar entre àquelas pessoas que usam o mesmo número que você.


Certa vez estava em uma loja de moda feminina bem conhecida no shopping aqui em Niteroi e uma moça com biotipo maior que o eu, queria o mesmo casaco que eu estava levando. No entanto, essa mesma peça, era única naquela loja e era eu que estava comprando. Muito sem graça, a moça pediu para experimentar e eu deixei. Sua tristeza logo ficou aparente, pois o casaco ficou apertado para seu tipo físico. Ela então, pediu um tamanho 44 para a vendedora, que disse NÃO TRABALHAR COM ESSE TAMANHO!! Sem ter o que fazer a moça foi embora sem nada dizer.


Quem nunca presenciou ou passou por isso? 


È importante entender que, apesar de todo o esforço, o corpo humano tende a manter o peso mais alto que já atingiu e por isso, economiza nas gorduras estocadas. Quando se tenta reduzí-las, isso é interpretado pelo cérebro como ameaça a integridade física.


Lembro-me de uma artigo de Drº Drauzio Varella que dizia :
"Perder peso é lutar contra a natureza humana"

Mas é para frente que se anda e quem quer mudar,  deve traçar metas realizáveis e tentar sempre se superar.

Bjos e ate semana que vem!!!!


 


quarta-feira, 22 de junho de 2011

ESTE BLOG DESTINA-SE A INFORMAR SOBRE PSICOLOGIA E NEUROPSICOLOGIA

Ola,

Meu nome é Kelvya, sou Jornalista e Psicóloga, com cursos na área de Psicologia Hospitalar (Santa Casa RJ) e Transtorno Alimentar e Obesidade (UERJ) e especialização em Neuropsicologia (Santa Casa RJ).

Trabalho como voluntária com comunidades carentes na cidade de Niterói atuando como psicóloga e tenho um espaço para atendimento particular. Nesse espaço trabalho com avaliações neuropsicológicas com adultos/idosos e também estou no hospital atendendo o mesmo público na área de psiquiatria.

Neste momento estou fazendo um projeto de pesquisa com pessoas que foram submetidas à cirurgia bariátrica há pelo menos 2 anos. Este projeto conta com a ajuda de mais 3 psicólogas e tem o objetivo de avaliar o controle de impulso e ansiedade pelos quais essas pessoas passam. Por que será que algumas engordam após 2 anos de cirurgia e outras nao? A obesidade é genética, comportamental ou apenas uma questão de hábitos alimentares? Pretendemos responder a essas  e mais outras questões com nossa pesquisa.